Parlamentar se reuniu com prefeitos do interior do Estado, em Brasília, em encontro no Ministério da Saúde
Após uma série de reuniões com representantes dos municípios do Amazonas, que foram à Brasília para a Marcha dos Prefeitos, o senador Omar Aziz (PSD-AM) compartilhou sua preocupação com os problemas trazidos pelos chefes de executivo. Na sessão deliberativa desta quarta-feira (29), o parlamentar destacou que o Senado vai ter que se debruçar na busca por alternativas para continuar auxiliando os municípios nas áreas de assistência social, saúde, segurança e educação. Segundo Omar, a Marcha de Prefeitos, que termina nesta quinta-feira (30), foi uma oportunidade para que os gestores compartilhem as dificuldades que as prefeituras terão daqui pela frente. Até o ano passado, as emendas de relator atenderam as prefeituras nos investimentos voltados à saúde, nos momentos mais críticos da pandemia de Covid-19.
Para Omar, isso pode afetar ações do Ministério da Saúde, que também fica sem essa parte dos recursos para repassar aos municípios. “Nós tivemos a oportunidade de fazer e ajudar muito os prefeitos a utilizarem todo o teto do PAB e do MAC (Piso de Atenção Básica e de Média e Alta Complexidade). Agora não tem o recurso e há um desespero, por parte dos Prefeitos, agora em março, de não conseguirem fechar as contas. E com esses recursos, que eram repassados, eles podiam pagar a folha”, disse.
O parlamentar acrescentou que a questão geográfica também acaba impactando nos custos da saúde nos municípios, visto que no interior do Amazonas, um médico pode chegar a custar cerca de 700% mais caro em comparação com outras regiões. “O médico (no interior) recebe R$30 mil, R$40 mil, R$50 mil, para passar 15, 20 dias no município, diferentemente do Sul e Sudeste, onde você tem uma oferta maior desses profissionais”, completou.
