Omar Aziz defende fim da jornada 6×1 e maior período de descanso para os trabalhadores

Relator da proposta no Senado ressaltou o impacto da escala no convívio familiar, com atenção especial às mães solo; em sabatina ao G6, o parlamentar também cobrou atuação nacional integrada contra o narcotráfico.

​O senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao Governo do Amazonas e relator da PEC que propõe o fim da escala 6×1, defendeu publicamente a adoção de dois dias de descanso semanais. As declarações foram feitas nesta segunda-feira (12), em entrevista ao Consórcio de Portais G6. A previsão é que o texto avance para votação nesta quarta-feira (14).

​Ao abordar a pauta, Omar ressaltou a rotina exaustiva enfrentada sobretudo por mães solo que dependem de longos trajetos no transporte público:

​“Ela acorda às cinco horas para aprontar o filho e depois tem que pegar o ônibus e levar duas horas para chegar ao trabalho e chega às oito, nove da noite. Não é possível que essa senhora não tenha direito de passar dois dias com os filhos”, declarou o parlamentar.

​O senador posicionou-se de forma contrária à liberação de acordos individuais entre patrões e empregados para flexibilização do expediente, alertando que a assimetria na relação trabalhista pode induzir a pressões indevidas:

​“Isso é assédio ao trabalhador: ou tu topa isso ou tá fora”, argumentou.

​A proposta sob sua relatoria fixa o encerramento do regime 6×1, estabelecendo dois dias de folga por semana, a redução da carga semanal de 44 para 40 horas (sem corte no salário) e um período de transição para adequação das empresas.

​Segurança pública e narcotráfico

No mesmo encontro, Omar defendeu a implementação de uma estratégia nacional articulada contra o narcotráfico, envolvendo governos federal, estaduais e municipais, além da atuação das Forças Armadas nas faixas de fronteira.

​Ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas e ex-presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado (2021), o senador enfatizou que o enfrentamento ao crime organizado no estado requer investimentos contínuos em tecnologia, inteligência e fiscalização das rotas fluviais.