Operação no bairro Santa Etelvina chega à quarta tentativa de negociação sem acordo; durante entrevista coletiva, procurador do município foi confrontado por mulher que questionou decisão judicial sobre a área
Manaus (AM) – Uma tentativa de reintegração de posse de um terreno localizado na avenida 7 de Maio, no bairro Santa Etelvina, zona norte de Manaus, foi marcada por momentos de tensão, resistência de famílias e divergências sobre uma decisão judicial nesta quarta-feira (28). A operação mobilizou equipes de segurança e representantes da Prefeitura de Manaus, mas terminou sem consenso sobre a desocupação da área.
Esta é a quarta vez que autoridades municipais comparecem ao local para negociar a saída das famílias que ocupam o terreno. Desde as primeiras horas da manhã, equipes de diferentes órgãos municipais acompanharam a operação, buscando uma solução pacífica para a liberação do espaço.
De acordo com a Procuradoria-Geral do Município (PGM), a área deverá ser cedida ao Governo Federal para a construção de unidades habitacionais vinculadas a um programa de moradia popular.
Procurador é chamado de mentiroso durante entrevista coletiva
Em meio à operação, o procurador do município, Thiago Calandrini, foi confrontado por uma mulher durante uma entrevista coletiva realizada no local.
A mulher chamou o procurador de mentiroso e afirmou possuir uma decisão judicial favorável às pessoas que ocupam o terreno. Segundo ela, o documento garantiria direitos aos moradores em relação à permanência na área.
Calandrini contestou a afirmação e declarou que a decisão judicial seria contrária à ocupação. O procurador também ressaltou que outras tentativas de reintegração de posse já haviam sido realizadas no terreno.
O episódio evidenciou as divergências entre os ocupantes e os representantes do município quanto à situação judicial da área. O conteúdo integral da decisão mencionada pelas partes não foi apresentado nas informações divulgadas.
Negociações seguem sem acordo entre moradores e autoridades
Apesar da presença das equipes de segurança e dos representantes municipais, não houve entendimento sobre a retirada das famílias.
As autoridades continuaram tentando negociar a liberação pacífica do terreno, enquanto os ocupantes manifestaram resistência à desocupação.
A situação permanece indefinida, sem confirmação sobre quando uma nova tentativa de retirada poderá ocorrer ou quais medidas serão adotadas para solucionar o impasse.
Destino das famílias permanece indefinido
Outro ponto que ainda não foi esclarecido diz respeito ao futuro das famílias que atualmente ocupam o terreno.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre possíveis medidas de reassentamento, oferta de moradias alternativas ou inclusão dos ocupantes em cadastros de programas habitacionais.
Embora a Prefeitura de Manaus informe que o terreno será destinado a um projeto habitacional do Governo Federal, ainda não foram apresentados detalhes sobre o cronograma de implantação das moradias.
O caso segue sem definição quanto à desocupação e à situação das famílias que vivem na área.
