Polícia Civil faz operação contra Maria do Carmo e integrantes de campanha por vídeos envolvendo família de Omar Aziz

Mandados são cumpridos em Manaus e São Paulo; investigação apura divulgação de vídeos que associaram o governador eleito a acusações de pedofilia e exibiram imagens de sua família.

A Polícia Civil do Amazonas realiza, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação em endereços ligados à ex-candidata ao governo Maria do Carmo Seffair (PL), ao radialista Jefferson Coronel e ao publicitário George Wilde. A investigação apura a divulgação de vídeos contra o governador eleito Omar Aziz (PSD) e sua família durante a campanha eleitoral.

Segundo informações do BNC Amazonas, os policiais estiveram em um endereço na avenida Guilherme Paraense, no bairro Adrianópolis, em Manaus, associado a Maria do Carmo, mas encontraram um escritório de advocacia. Os agentes tentam localizar o endereço atual da ex-candidata.

Outra diligência ocorre no residencial Bellagio, na rua Maceió, também no Adrianópolis, em um endereço ligado a Jefferson Coronel. A operação também inclui um endereço associado a George Wilde, em São Paulo.

Vídeos são alvo de investigação

Um dos vídeos denunciados por Omar Aziz associa o político a acusações de pedofilia e utiliza imagens dele ao lado de familiares. O caso é investigado por possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Após vencer o segundo turno, no domingo (25), Omar anunciou que buscaria responsabilizar judicialmente os envolvidos na divulgação do material.

“Todo mundo tem o dever de me fiscalizar e me criticar na hora que quiser, mas não minha família”, declarou durante entrevista no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

Na segunda-feira (26), Jefferson Coronel negou envolvimento na produção dos vídeos. Ele afirmou que foi contratado para atuar na assessoria de imprensa de Maria do Carmo e na preparação da candidata para os debates, mas que não participou da elaboração das peças publicitárias.

A investigação deverá apurar a origem e a divulgação dos conteúdos, além de eventual participação dos citados. A realização da operação não comprova, por si só, responsabilidade criminal dos investigados.