Fluminense questiona drama de famílias endividadas, enquanto Flamengo compara bets a cigarro e bebida, enquanto

Dirigentes de clubes criticaram a proibição das plataformas durante audiência no STF e alertaram para perdas milionárias e impactos financeiros no futebol.

Representantes de clubes brasileiros se posicionaram contra a proibição das casas de apostas on-line durante audiência pública realizada nesta terça-feira (3), no Supremo Tribunal Federal (STF). Os dirigentes alegaram que a medida pode provocar perdas financeiras e desemprego no futebol.

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, reconheceu os problemas causados pelo endividamento das famílias, mas argumentou que a proibição também pode afetar trabalhadores do esporte.

“O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai sofrer os efeitos do desemprego”, declarou.

Montenegro também alertou para perdas financeiras no clube, estimadas em cerca de R$ 200 milhões.

Já o vice-presidente do Flamengo, Flávio Willeman, comparou as bets ao cigarro e às bebidas alcoólicas ao defender que o setor seja regulamentado, em vez de proibido.

“E nem por isso se proibiu cigarro e bebida”, afirmou. Segundo ele, o Flamengo pode perder cerca de R$ 430 milhões em receitas anuais, além de ter aproximadamente 1,2 mil empregos ameaçados.

Representantes de Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians e Vitória também apresentaram preocupações com os efeitos da proibição, principalmente sobre patrocínios, receitas e manutenção das atividades esportivas.

A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux para ouvir os argumentos de diferentes setores sobre a proibição das apostas. O debate reúne representantes dos clubes, do governo e do mercado de apostas.