Cadê o dinheiro? Denúncia aponta atrasos da OS AGIR e paralisação de serviços na saúde do Amazonas

Empresas que atuam em unidades estaduais estão sem receber desde julho; funcionários relatam falta de salários, enquanto exame de ultrassonografia no CHS está suspenso há quatro dias

Uma denúncia aponta que empresas responsáveis por serviços essenciais em unidades da rede pública de saúde do Amazonas estão há quatro meses sem receber pagamentos da Agir, organização social responsável pela administração de unidades de saúde no Estado.

Segundo os relatos, os atrasos começaram em julho e já provocam dificuldades para manter os serviços em funcionamento.

Apesar da situação, o Governo do Amazonas continuaria repassando normalmente os recursos à organização social. A denúncia levanta questionamentos sobre a fiscalização dos contratos e a destinação do dinheiro público transferido à entidade.

Trabalhadores estão sem salários

Funcionários das empresas terceirizadas relatam que estão sem receber salários e enfrentam dificuldades até mesmo para custear alimentação e transporte. A situação estaria comprometendo o deslocamento de parte dos trabalhadores até os locais de serviço, com reflexos no funcionamento das unidades de saúde.

Serviços de saúde já são afetados

Os impactos também atingem diretamente os pacientes. De acordo com a denúncia, o serviço de ultrassonografia do CHS está paralisado há quatro dias. A interrupção levanta preocupações sobre exames não realizados, diagnósticos adiados e possíveis prejuízos à assistência prestada à população.

Secretaria de Saúde teria sido comunicada

Ainda segundo os relatos, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) já teria sido informada sobre os problemas, e o secretário da pasta teria conhecimento da situação.

Até o momento, porém, não teria sido apresentada uma solução para regularizar os pagamentos e evitar novos prejuízos aos serviços.

Outro ponto questionado é o tratamento dado aos pagamentos: enquanto as empresas prestadoras de serviços estariam sem receber, a Agir manteria em dia os salários dos próprios funcionários.

Governo precisa explicar os repasses

A Agir passou a atuar na administração de unidades da saúde pública do Amazonas durante o governo Wilson Lima e foi mantida na gestão do governador Roberto Cidade. Diante das denúncias, ficam perguntas que exigem esclarecimentos do poder público: se os recursos continuam sendo repassados à organização social, por que as empresas contratadas não recebem? Para onde está indo o dinheiro destinado à manutenção dos serviços de saúde do estado?

O Governo do Amazonas e a Secretaria de Saúde precisam esclarecer a situação, informar quais medidas de fiscalização estão sendo adotadas e apresentar uma solução para os atrasos.

Enquanto isso, trabalhadores seguem sem salários e pacientes podem ficar sem atendimento.

Quem vai responder pelos prejuízos aos trabalhadores e à população amazonense?

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