Homens vivem 7 anos a menos que mulheres e riscos vão muito além do câncer de próstata

Dados do Ministério da Saúde apontam menor expectativa de vida masculina e reforçam a importância de exames preventivos, hábitos saudáveis e acompanhamento médico para identificar doenças silenciosas

Manaus (AM) – Os homens brasileiros vivem, em média, 7,1 anos menos que as mulheres e apresentam maior risco de morte por doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas, segundo dados do Ministério da Saúde citados em levantamento sobre saúde masculina. A diferença na expectativa de vida chama atenção para a necessidade de ampliar os cuidados preventivos, especialmente durante o Novembro Azul, campanha tradicionalmente associada à prevenção e ao diagnóstico do câncer de próstata.

Embora a saúde da próstata seja um dos principais temas da campanha, especialistas destacam que o acompanhamento médico masculino deve abranger outras condições, como diabetes, colesterol elevado, doenças renais, alterações hepáticas e infecções.

Muitas dessas doenças podem evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais, o que torna a avaliação clínica e a realização de exames, quando indicados, importantes para identificar fatores de risco e acompanhar possíveis alterações no organismo.

Exames podem identificar doenças silenciosas

A avaliação da saúde masculina pode incluir exames laboratoriais voltados ao monitoramento de diferentes funções do organismo. Entre eles estão a glicemia e a hemoglobina glicada, utilizadas na investigação e no acompanhamento de alterações relacionadas ao diabetes.

O perfil lipídico, que analisa colesterol e triglicerídeos, também pode contribuir para a avaliação do risco cardiovascular. Já exames como creatinina, ureia e determinados marcadores hepáticos auxiliam na investigação de alterações nos rins e no fígado.

A escolha dos exames deve considerar fatores individuais, incluindo idade, histórico familiar, hábitos de vida, doenças preexistentes e sintomas apresentados pelo paciente.

No caso da próstata, os testes de PSA total e PSA livre podem fazer parte da investigação em situações específicas. A indicação deve ser discutida com um profissional de saúde, considerando os possíveis benefícios e riscos da avaliação.

A realização indiscriminada de exames, sem justificativa clínica, não substitui o acompanhamento médico individualizado.

Homens ainda procuram atendimento médico tardiamente

Um dos desafios relacionados à saúde masculina é a resistência à procura por serviços médicos. Questões culturais, receio de receber diagnósticos, compromissos profissionais e a ausência de sintomas podem contribuir para o adiamento de consultas.

Esse comportamento pode dificultar a identificação precoce de doenças que apresentam evolução silenciosa, como hipertensão arterial, diabetes e alterações renais.

Alguns sinais exigem atenção, entre eles sede excessiva, aumento da frequência urinária, perda ou ganho persistente de peso sem explicação, mudanças na aparência da urina e inchaços recorrentes.

Já manifestações como dor no peito, dificuldade respiratória intensa ou repentina e perda súbita de força em um lado do corpo exigem atendimento médico de urgência.

Prevenção deve fazer parte da rotina masculina

Além dos exames laboratoriais, a prevenção de doenças envolve medidas relacionadas ao estilo de vida. Alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, sono adequado, redução do consumo de bebidas alcoólicas e abandono do tabagismo estão entre as recomendações para diminuir riscos à saúde.

O acompanhamento periódico também permite que profissionais identifiquem fatores associados ao desenvolvimento de doenças crônicas e orientem mudanças conforme as necessidades de cada paciente.

Na área de diagnóstico laboratorial, a Bioclin disponibiliza soluções para análises relacionadas ao metabolismo da glicose, colesterol, triglicerídeos e funções renal e hepática.

O portfólio da empresa também inclui testes de PSA total e livre, além de recursos laboratoriais voltados à detecção de HIV e hepatites B e C. A interpretação dos resultados deve ser realizada por profissionais habilitados, considerando o histórico clínico de cada paciente.

Novembro Azul reforça importância do cuidado integral

A campanha Novembro Azul também representa uma oportunidade para ampliar a conscientização sobre doenças que afetam a população masculina e incentivar a procura regular por atendimento médico.

A proposta é que os cuidados não fiquem restritos ao mês de novembro ou à investigação do câncer de próstata, mas sejam incorporados à rotina ao longo de todo o ano.

A combinação de acompanhamento clínico, exames individualizados e hábitos saudáveis pode contribuir para a identificação de problemas de saúde e para a redução de fatores de risco associados a doenças crônicas.