Ato de intimidação ocorreu após vereadora professora Jacqueline contestar inúmeras trocas de gestores das unidades de ensino do município.
A vereadora Professora Jacqueline (União Brasil), usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta terça-feira (27/02), para contestar as inúmeras trocas de gestores das unidades de ensino do município que tem ocorrido sem respeitar a competência técnica dos gestores.
Durante o seu pronunciamento, a vereadora ressaltou que muitos colegas professores relataram que se sentiram perseguidos ao serem substituídos por outros gestores sem nenhuma razão aparente pela gestão pública e muitos ainda relataram que foram retirados de seus cargos por terem relação proximal de amizade ou por simplesmente aparecem em fotos nas suas redes sociais.
“É perceptível que embora os gestores das escolas municipais tenham alcançado os índices estabelecidos pela secretaria, não houve critérios ou esclarecimentos plausíveis para justificar essas substituições”, explicou a vereadora.
Desrespeito
Os vereadores Raulzinho (PSDB), e Fransuá (PV), ambos da base do prefeito David Almeida, se levantaram abruptamente e falaram alto, com o objetivo de intimidar a vereadora no seu momento de fala, porque gerou um intenso bate-boca.
Veja o vídeo:
Bancada Feminina se manifestou
Após o de desrespeito daas três vereadoras que compõe a bancada feminina da CMM, Glória Carrate (PL), Thaysa Lippy (Progressistas) e Yomara Lins (PRTB), se solidarizaram com a vereadora Jacqueline, pelo desrespeito sofrido no grande expediente da Casa Legislativa.
Vale ressaltar que a CMM, possui apenas quatro vereadoras, o que não representa nem 10% do total de vereadores da Casa e esta minoria se sentiu totalmente constrangida diante do fato desrespeitoso por parte de algumas vereadoras da Casa.

No Brasil, por exemplo, casos de violência política contra mulheres têm sido amplamente reportados. Em diversas casas legislativas, até mesmo no Executivo, a desigualdade de gênero no ambiente político se manifesta de maneiras diversas, desde a sub-representação até a exposição a ataques misóginos e ameaças de violência física.
A violência e o desrespeito contra mulheres políticas representam uma ameaça não apenas para as indivíduas afetadas, mas para a própria saúde de nossas democracias.
