AADESAM volta à mira da PF em nova operação que bloqueia mais de R$ 17 milhões

Justiça Eleitoral autorizou seis mandados de busca e apreensão em investigação sobre possível desvio de verba pública, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular

A Operação Combustão cumpriu seis mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Eleitoral para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular relacionados às eleições.

Segundo as investigações, recursos provenientes de contratos firmados pela Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) teriam sido desviados e, posteriormente, movimentados entre pessoas físicas e empresas relacionadas aos fatos investigados.

Além das buscas, a Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de mais de R$ 17 milhões em bens e valores. A medida tem como objetivo garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e assegurar o cumprimento de uma possível decisão de perdimento de patrimônio que esteja vinculado às atividades investigadas.

Investigação apura possível esquema

As apurações buscam identificar a origem e o destino dos recursos e esclarecer a participação individual dos investigados. A movimentação financeira entre pessoas físicas e empresas é um dos pontos analisados pelas autoridades.

Conforme o avanço das investigações, os envolvidos poderão responder, de acordo com a participação que vier a ser comprovada, por crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados.

A Operação Combustão segue em andamento, e as medidas determinadas pela Justiça fazem parte da investigação. As suspeitas ainda serão apuradas e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.