Ex-prefeito de Manaus afirma estar preparado para um novo desafio e reforça a necessidade de defender a Amazônia e o modelo econômico da Zona Franca.
Arthur disse que sua candidatura é motivada pelo compromisso com o Estado e pela necessidade de fortalecer pautas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do Amazonas, como a Zona Franca de Manaus, a bioeconomia e a preservação da Amazônia.
“Não volto por vaidade. Volto porque acredito que ainda posso servir ao Amazonas, defender nossa gente e colocar minha experiência a favor do Estado em um momento decisivo”, afirmou.
Ao comentar a Zona Franca de Manaus, o ex-prefeito criticou as frequentes propostas que, segundo ele, ameaçam o modelo econômico responsável pela geração de empregos e pela preservação da floresta. Arthur defendeu que o polo industrial seja reconhecido como um instrumento de desenvolvimento nacional, destacando que seus benefícios ultrapassam as fronteiras do Amazonas.
“Por que querer acabar com a Zona Franca? Ela gera empregos, protege a floresta e movimenta a economia nacional. Nós contribuímos diretamente para o crescimento industrial do Brasil. Em vez de sermos vistos como um problema, deveríamos ser tratados como parceiros de estados como São Paulo, que também se beneficiam dessa cadeia produtiva”, declarou.
Durante a entrevista, Arthur também destacou o potencial da bioeconomia como uma das principais oportunidades para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região. Segundo ele, a floresta precisa deixar de ser vista apenas como fonte de recursos naturais e passar a ser valorizada pela capacidade de gerar conhecimento, inovação e novos negócios.
“Será que a cura do câncer não pode estar escondida em nossas florestas? Quantas descobertas ainda podem surgir da Amazônia? Precisamos investir em ciência, pesquisa e inovação para transformar esse patrimônio em desenvolvimento para o nosso povo”, afirmou.
Na avaliação do candidato, investir em pesquisa científica, tecnologia e agregação de valor aos recursos da biodiversidade é o caminho para conciliar crescimento econômico e conservação ambiental.
“O futuro da Amazônia passa pela bioeconomia. Precisamos produzir conhecimento, desenvolver tecnologia e gerar riqueza mantendo a floresta em pé. Esse é o grande ativo que o Amazonas oferece ao Brasil e ao mundo”, concluiu.
Ao encerrar a entrevista, Arthur Virgílio reafirmou que, caso seja eleito, pretende atuar na Câmara dos Deputados em defesa da Zona Franca de Manaus, da bioeconomia, da atração de investimentos e de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
