“Cadê o dinheiro?”: Rodoviários pressionam Prefeitura e Governo por respostas sobre subsídios e salários atrasados

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus cobraram, durante coletiva de imprensa, maior transparência na aplicação dos recursos destinados ao transporte coletivo e denunciaram os atrasos nos pagamentos de salários e benefícios da categoria.

As lideranças afirmaram que irão solicitar à Câmara Municipal de Manaus (CMM) a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a aplicação dos subsídios repassados ao sistema. Segundo o sindicato, é necessário esclarecer a movimentação dos recursos e identificar os motivos pelos quais os pagamentos aos trabalhadores seguem atrasados.

Outro ponto questionado foi uma emenda parlamentar de bancada no valor de R$ 10,4 milhões, destinada no ano passado para a reforma de três terminais de ônibus urbanos. Os representantes afirmam que ainda não receberam informações sobre a execução das obras ou a prestação de contas do recurso.

O sindicato também cobrou uma atuação mais efetiva da Prefeitura de Manaus e do Governo do Amazonas para solucionar o impasse. Segundo as lideranças, os atrasos têm causado dificuldades financeiras aos rodoviários, que acumulam contas, dívidas e enfrentam problemas para manter as despesas básicas.

Sobre as paralisações e os impactos aos usuários, os representantes afirmaram que os trabalhadores também fazem parte da população e não podem ser responsabilizados por problemas de gestão entre empresas e o poder público.

Nota da Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informou que não possui débitos pendentes referentes a 2026 junto ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e que suas obrigações financeiras estão sendo executadas regularmente.

O município afirmou que segue adotando medidas para garantir o funcionamento do transporte coletivo e destacou que mantém diálogo com os sindicatos das categorias para buscar soluções que respeitem trabalhadores e usuários do sistema.

O Governo do Amazonas ainda não se manifestou sobre as cobranças feitas pelos rodoviários.