Indefinição na Câmara Municipal causa estranheza e movimenta bastidores da política amazonense
MANAUS (AM) – A política amazonense vive uma nova fase da chamada “dança das cadeiras”, marcada por mudanças simultâneas na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) e na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A movimentação envolve diretamente a deputada estadual Joana Darc (UB), atualmente licenciada para comandar a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais (SEPET); a vereadora Professora Jacqueline (UB); o secretário de Cultura e Economia Criativa e 1º suplente de Jacqueline, Caio André (UB); e o 2º suplente, Dr. Amauri Gomes (UB).
Vaga aberta na CMM e silêncio sobre o suplente
O retorno de Professora Jacqueline à ALEAM na última segunda-feira (24), abriu uma vaga na Câmara Municipal, mas o presidente da Casa, vereador David Reis (Avante), ainda não convocou o 1º suplente, Caio André, apesar de o secretário já ter se colocado oficialmente à disposição.
“Já fiz contato com a CMM e me coloquei à disposição para cumprirmos o rito de posse, mas ainda não fui convocado pela presidência da Casa”, afirmou Caio André. Ele reiterou que, mesmo tomando posse, abrirá mão do mandato para permanecer à frente da Secretaria de Cultura e concluir os projetos em andamento.
Com a renúncia imediata de Caio André, a vaga seria então assumida pelo 2º suplente, Dr. Amauri Gomes, cuja principal bandeira é a causa animal.
“Politicamente, estou apto, e não há nenhuma orientação do meu partido para que eu abra mão de assumir como 2º suplente na vaga da professora Jacqueline, caso o secretário Caio André desista da cadeira. Sigo aguardando as movimentações da Presidência da CMM, que permanece inerte quanto a esse assunto”, declarou Amauri.
Bastidores apontam motivação política
A demora na convocação tem causado estranhamento entre vereadores e lideranças partidárias. Nos bastidores, a avaliação é de que a presidência da CMM esteja protelando em convocar Caio André justamente porque sua posse abriria caminho para o retorno de Amauri Gomes ao plenário — cenário considerado politicamente indesejado para a base do prefeito David Almeida (Avante).
Amauri tem sido um dos principais críticos da gestão de David Almeida, especialmente após a polêmica envolvendo a roda-gigante instalada no Complexo Turístico da Ponta Negra. O prefeito chegou a acusá-lo publicamente de “sabotador” do equipamento (apesar de não ter apresentado até o momento nenhuma prova sobre essa acusação).
Lembrando que a roda-gigante não é de propriedade da prefeitura e sim, da empresa Wheel Manaus.
CMM não responde
A reportagem do Planeta92 entrou em contato com a assessoria da Câmara Municipal de Manaus para esclarecer os motivos da não convocação do suplente, mas, foi comunicado que a reposta só estará disponível amanhã. O espaço segue aberto para divulgação do posicionamento da CMM.
