No total a prefeitura vai gastar mais de R$ 57 milhões com a compra
A Prefeitura de Manaus comandada por David Almeida (Avante), vai gastar mais de R$ 28 milhões para comprar “tábuas de madeira” para a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) com as empresas Elétrica Manaus LTDA e HG Comércio, que são estabelecimentos comerciais que tem como atividade principal junto à Receita Federal o “comércio varejista de material elétrico”. Cada empresa vai receber um pouco mais de R$ 14 milhões pelo serviço.
As duas empresas foram contratadas a partir do pregão presencial nº 010/2022, que também gerou contratos pelo mesmo valor para as empresas Santo André Comércio de Materiais e L W Comércio.
Porém, na licitação, o que também chama a atenção é que todas as empresas concorrentes fizeram exatamente as mesmas propostas, com todos os dígitos, até mesmo os centavos por cada lote de fornecimento de madeira: R$ 14.324.242,42 (quatorze milhões, trezentos e vinte e quatro mil duzentos e quarenta e dois reais e quarenta e dois centavos).

Com as 4 empresas, a Prefeitura de Manaus vai gastar o valor total de R$ 57.296.969,68 (cinquenta e sete milhões, duzentos e noventa e seis mil, novecentos e sessenta e nove reais e sessenta e oito centavos).
Na justificativa da licitação, a Prefeitura apontou que as tábuas de madeira seriam utilizadas para execução de pontes, passarelas, escadas e estruturas em madeira, além de ser apoio nas demais atividades, como sarjetas, elementos de drenagem pluvial nas vias e igarapés da cidade, caixas coletoras, dissipadoras escadas hidráulicas, contenções em concreto, base e sub-base para pavimentos asfálticos, passeios públicos, dentre outros tantos serviços.
As empresas
De acordo com as informações do site Receita Federal, a prefeitura comprou tábuas de madeira com a empresa Elétrica Manaus LTDA, que como o próprio nome sugere, tem como atividade principal “comércio varejista de material elétrico”, fica localizada no Centro da cidade e pertence Alisson Vieira Nunes e Solange Verissima das Neves. O contato de e-mail da empresa está em nome da Distrel, uma loja conhecida em Manaus por vender material elétrico.
A HG Comércio, também é uma empresa “varejista de material elétrico”, que fica no bairro Betânia, zona Sul da capital. Além disso, possui mais de 80 atividades secundárias, o que configura o tipo de empresa “faz tudo” e pertence ao empresário Heleno Fonseca Miranda.
Já a L W Comércio, tem como atividade principal o “comércio varejista de materiais de construção”, fica localizada no bairro Tarumã-Açu, zona Oeste de Manaus e pertence ao empresário Erivaldo Lima Galvão.
Por fim, a Santo André Comércio, trabalha principalmente com o “comércio atacadista de materiais de construção”, fica localizada no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da cidade e é comandada por André Teles de Souza.
Cheia
Tradicionalmente as compras desse tipo de material são realizadas no período de cheia, no qual há subida expressiva dos rios amazônicos, causando o alagamento de ruas na capital. Os itens são utilizados, sobretudo, para construção de pontes, passarelas e para elevar o nível das casas ribeirinhas.
A previsão de cheia do Rio Amazonas em 2024 indica normalidade, segundo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que divulgou um estudo no início do ano onde aponta que as cheias nos rios Negro, Solimões e Amazonas deverão ser menos intensas em 2024, apresentando-se dentro dos parâmetros de normalidade.
O Radar entrou em contato com a Prefeitura de Manaus em busca de um posicionamento sobre a compra, mas até o momento não houve resposta.
Fonte: Radar Amazônico
Confira os documentos:
