Delegado e agentes da Polícia Civil são presos por suspeita de extorsão em Manaus

Grupo foi detido em flagrante após denúncia de vítimas que relataram roubo de R$ 30 mil no Porto da capital

Uma operação da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) resultou na prisão em flagrante de um delegado e outros agentes da Polícia Civil do Amazonas, na tarde de quinta-feira (16), em Manaus. A ação ocorreu após denúncia de vítimas que relataram terem sido alvo de extorsão logo após desembarcarem no Porto da capital.

De acordo com informações preliminares, as vítimas chegaram ao local em uma lancha, transportando cerca de R$ 30 mil em espécie, valor que seria entregue ao proprietário da embarcação. Ainda no porto, elas afirmam ter sido abordadas por homens que se identificaram como policiais civis e alegaram vínculo com o 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado na zona leste da cidade.

Segundo os relatos, sob ameaça, as vítimas foram obrigadas a entregar todo o dinheiro. Em seguida, teriam sido colocadas em um veículo e levadas até as proximidades do Olímpico Club, onde foram abandonadas. Os suspeitos também teriam descartado os celulares das vítimas na via pública, em uma tentativa de dificultar a comunicação com as autoridades.

Mesmo diante da situação, as vítimas conseguiram recuperar os aparelhos e acionar equipes da Rocam. Com base nas informações repassadas, os policiais militares iniciaram diligências e localizaram os suspeitos na região central de Manaus.

Durante a abordagem, registrada em vídeo e amplamente divulgada nas redes sociais, o delegado, identificado como Fabiano Rosas, foi rendido e detido junto com outros envolvidos, que também seriam agentes da Polícia Civil.

Há ainda indícios de que o caso possa estar relacionado a um suposto sequestro e roubo de carga em uma embarcação conhecida como “balsa amarela”. Segundo as investigações iniciais, a carga poderia incluir ouro e entorpecentes, o que amplia a gravidade das suspeitas e será apurado pelas autoridades.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) ainda não se manifestou oficialmente sobre as prisões. O caso deverá ser investigado pela Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública.