Durante visita ao Polo Industrial, candidato prometeu fortalecer a ZFM; em 2022 e 2023, porém, fez críticas a medidas de proteção e defendeu redução do IPI
O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), defendeu nesta sexta-feira (11), durante visita a Manaus, o fortalecimento da Zona Franca e afirmou que o modelo é um patrimônio nacional. Ele também destacou a geração de empregos no Polo Industrial e a importância de manter os investimentos na região.
Apesar do discurso feito durante a passagem pelo Amazonas, declarações anteriores do senador mostram uma posição mais crítica em relação a mecanismos tributários utilizados para preservar a competitividade da Zona Franca.
Em março de 2022, Flávio defendeu a redução de até 25% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) promovida pelo governo de Jair Bolsonaro. Na época, classificou a medida como uma “vitória de todo o Brasil”. No Amazonas, a redução foi questionada justamente pelos possíveis efeitos sobre a vantagem tributária das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus.
Naquele período, Flávio chegou a defender uma mudança no modelo de incentivos, afirmando: “Vamos trocar o eixo dos créditos de IPI para os créditos de carbono”.
Críticas durante a reforma tributária
Em novembro de 2023, durante a discussão da reforma tributária no Senado, Flávio voltou a criticar mecanismos criados para preservar as vantagens comparativas da Zona Franca.
Durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador afirmou que o texto representava “um avanço ainda maior de proteção à Zona Franca de Manaus em detrimento de todo o Brasil”.
Na mesma sessão, também criticou o mecanismo que buscava manter a competitividade da ZFM após a reforma tributária e defendeu a retirada de benefícios adicionais destinados ao modelo.
Flávio ainda afirmou que as regras poderiam provocar a transferência de empresas de outras regiões para Manaus e declarou: “Manaus tem que ser o novo Vale do Silício, e o resto do Brasil uma Argentina”.
