Mais de 300 milhões de pessoas no mundo são asmáticas: saiba como cuidar

O tratamento é indicado por médicos, a partir dos sintomas, histórico clínico e avaliação funcional

Mais de 300 milhões de pessoas no mundo são asmáticas e, no Brasil, esse número chega a mais de 20 milhões. Pelos dados oficiais, a doença oscila entre a terceira e quarta causa de internações no Sistema Único de Saúde (SUS), com maior incidência nos meses de maio a junho, principalmente nas regiões mais frias e chuvosas.

A Global Initiative for Astha (GINA) instituiu a primeira terça-feira de maio, para promover o Dia Mundial de Combate à Asma. Na data, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) aproveita para alertar sobre a prevenção da doença. “A asma pode afetar qualquer pessoa. É preciso, portanto, ficar alerta às orientações preventivas, estar atento aos sinais e buscar atendimento médico, se necessário”, afirma a secretária estadual de Saúde, Nayara Maksoud.

De acordo com a pneumopediatra Cláudia Mello, médica da SES-AM, a asma, também conhecida como bronquite asmática ou bronquite alérgica, é uma doença respiratória crônica, que apresenta características como dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. “A asma independe da idade. O diagnóstico é feito por meio de exames físicos e de função pulmonar, combinados com o histórico de cada paciente. Já em crianças de 05 cinco anos, apenas o diagnóstico clínico é suficiente, pela dificuldade na realização de provas funcionais”, destaca.

O tratamento é indicado por médicos, a partir dos sintomas, histórico clínico e avaliação funcional, caso a caso, segundo a médica. “São utilizados medicamentos para alívio rápido dos sintomas e para manutenção do controle da crise”, explica.

A base do tratamento da asma persistente é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. O médico pode associar também a medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador.

“Mas, o principal, em todos os casos, é reduzir a exposição a fatores desencadeantes ou agravantes”, diz a médica. Ela alerta para o uso de cigarro e o sedentarismo, como dois desses fatores.

“A fumaça do cigarro é prejudicial, mesmo quando a pessoa não faz uso direto de tabaco, mas convive com pessoas fumantes. Além disso, o tabaco prejudica a saúde pulmonar de forma geral. Pode também desenvolver ou agravar outras doenças pulmonares”, observa.

O sedentarismo também tem influência direta. “A falta de atividade física está relacionada ao desenvolvimento e agravamento de doenças crônicas, inclusive as respiratórias”, reafirma.

O paciente diagnosticado com asma deve receber, a cada consulta, orientações para o autocuidado, de como proceder em casos de crise, controle e monitoramento. As consultas devem ser agendadas de acordo com a gravidade do quadro apresentado por cada paciente.

O SUS mantém tratamento gratuito a pessoas com asmas desde 2011 e, também, fornece medicação por meio do programa Farmácia Popular.

Quando estiver em crise, o paciente deve procurar imediatamente um Hospital e Pronto-Socorro (HPS), no caso dos adultos. No caso das crianças, procurar um Hospital e Pronto-Socorro da Criança (HPSC). A rede estadual de saúde conta com três unidades de atendimento infantil, em Manaus:
HPSC da Zona Sul, na Avenida Codajás, bairro Cachoeirinha; HPSC da Zona Oeste, na Avenida Brasil, bairro Compensa; HPSC da Zona Leste, “Joãozinho”, na Alameda Cosme Ferreira, s/n, bairro São José I.