O ex-governador e candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) terminou o debate eleitoral realizado hoje na TV Norte.
Saúde pública, obras, educação e posicionamentos políticos foram usados para questionar o legado deixado por Wilson após os 7 anos em que esteve à frente do Governo do Estado.
Um dos momentos mais tensos ocorreu durante o confronto com Plínio Valério (PSDB). O candidato cobrou de Wilson Lima uma posição mais clara sobre temas de repercussão nacional e questionou como ele pretende atuar no Senado diante de pautas que exigem posicionamento dos representantes do Amazonas. Entre os assuntos levantados esteve a possibilidade de cassação do ministro Alexandre de Moraes.
Mas foi na área da saúde que Wilson enfrentou uma das cobranças mais duras. Eduardo Braga (MDB) questionou diretamente o legado deixado pelo ex-governador e fez uma comparação com sua própria gestão. “Eu construí 42 hospitais, você não construiu nenhum”, afirmou o senador.
A declaração colocou em xeque a atuação de Wilson Lima na saúde pública e abriu espaço para uma cobrança sobre quais foram, de fato, os grandes resultados deixados pelo ex-governador para a população amazonense após quatro anos de mandato.
E as críticas não pararam por aí.
No último confronto, Capitão Alberto Neto (PL) atacou diretamente um dos problemas mais sensíveis da saúde no Amazonas: a demora no atendimento. O candidato classificou a fila do SISREG como “fila da morte”, em uma crítica à espera enfrentada por pacientes que precisam de consultas, exames e procedimentos.
Alberto Neto também questionou as condições das escolas no interior e defendeu mais investimentos em internet para estudantes da rede pública.
O debate, portanto, colocou Wilson Lima diante de uma série de questionamentos sobre seu período no comando do Amazonas. Depois de 7 anos à frente do Estado, fica a pergunta: qual é, afinal, o principal legado que Wilson Lima pretende apresentar ao eleitor amazonense na disputa por uma vaga no Senado?
