Professores protestam contra reajuste de R$ 30 e ‘promessas’ de David Almeida: “Davinóquio”

O projeto de Lei de autoria do Poder Executivo Municipal, sobre o reajustar salarial de 1,25%, foi enviado com urgência para ser deliberado na CMM

Professores da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realizam uma manifestação, nesta quarta-feira (3), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), contra um projeto de Lei de autoria do Poder Executivo Municipal, sobre o reajuste salarial de 1,25%, o que representa um ganho real de pouco mais de R$ 30,61. O PL foi enviado com urgência para ser deliberado pelos vereadores. Professores denunciam supostas mentiras contadas pelo prefeito, chamando-o de “Davinóquio”, em alusão ao personagem de conto infantil. Além de criticarem a postura da secretaria da Semed, Dulce Almeida, alegando que ela vai no mesmo caminho do irmão.

O ato foi convocado pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical). O PL solicita tramitação em regime de urgência, ou seja, que seja analisado, apreciado e votado o mais rápido o possível pelas comissões e pelos vereadores da CMM. Nesse caso, o PL pode ser deliberado, discutido e votado, tudo no mesmo dia.

A professora e pedagoga da Semed, Simone Tavares, enfatizou que os vreadores que votarem a favor do PL não merecem serem reeleitos, já que só estão fazendo o que o prefeito pede.

“Os vereadores que riam votar a favor disso são vereadores que não merecem serem releitos neste ano de eleição. Isso tem que ficar claro. É uma vergonha permanecer nessa Casa vereadores que não cumprimentam seu real papel, que vem para cá só fazer o que o prefeito pede. Não é isso que Manaus merece. Não é isso que os professores merecem. Os vereadores que conosco se sensibilizarem e não aceitarem essa proprosta, com certeza serão valorizados. Nossas dores precisam ser medializadas. Nosso sapato apertado, nosso contracheque no vermelho, as nossas faltas descontadas precisam ser evidenciadas. Ninguém aqui está brigando por questões pessoais, mas sim por toda uma categoria, por toda uma educação de qualidade nessa cidade”, disse.

Simone também fez duras críticas a secretária Dulce Almeida, irmã de David, alegando que ela segue o mesmo caminho do prefeito e que apesar de parecer ser uma “boa amiga” tudo não passa de “faixada”. A professora também diz que a secretaria só faz visitas nas escolas para fazer propaganda da prefeitura e não para ouvir os problemas dos professores.

“A secretária Dulce Almeida, irmã do prefeito David Almeida. Só aí a gente já diz que na família há as benecias. Ela inclusive já avisou que vai se afastar porque vai trabalhar em campnaha direta com o prefeito da cidade de Manaus. Então, a secretaria em si nunca foi o foco dela, a educação nunca foi o foco dela. Foi se colocar como uma pessoa pública, sociável, amiga de todos, inclusive, no momento se fazendo valer das mães das crianças PCDs, para poder, no momento crucial que é este, se afastar da secretaria e trabalhar para seu irmão ser reeleito. Na verdade, é tudo faixada”, iniciou.

Simone também denunciou que o prefeito usa a mídia para expor as mentiras da sua gestão: “As redes sociais são caixas de mentiras. A mentira tem que permanecer no lugar de mentira. A verdade tem que permanecer no lugar de verdade. Aqui é o momento para isso. A gente tem que parar de acreditar o que vê na mídia porque é o prefeito que manipula a mídia. Ele gasta milhões com as propagandas e não com as verdades. A secretária de educação vai no mesmo caminho. Só está fazendo o que seu irmão pede. É preciso conhecer a realidade, conversar com os professores e não só visitar escolas e fazer propaganda da prefeitura. Ela visiotu muitas escolas, mas quanto desse tempo ela sentou para ouvir os problemas dos prfoessores, da escola e da comunidade. A gente não viu isso, a gente só viu o que é bom e bonito. Para que a próxima gestão não seja mentirosa, estamos aqui para alertar a todos que esse prefeito está querendo mudar denome, em vez de ser David Almeida, ele quer ser Davinóquio. É muita mentira, é muito absurdo que nos faz pegar a segunda flata na semana para defender os povos mais carentes dessa cidade que precisam de uma edcuação pública de qualidade”, concluiu.

O professor Ciziomar Freitas também informou que além do reajuste salarial, a categoria aproveitou o momento para reivindicar outros problemas nas escolas e dos profissionais da educação.

“Nós estamos aqui especificamente por conta desse projeto que está correndo na Câmara sobre o que o prefeito diz que é aumento real de 1,25%, que não chega nem a ser a reposição da inflação. 1,25% deveria ser acima da reposição e isso não está acontecendo. Além dessas situações existem mutias outras coisas que estão acontecendo e estamos aproveitando o momento para denunciar. Reformas que não são reformas. Professores que estão sendo colcoados para complementar sua carga com outras disciplinas. Professores que precisam completar suas cargas em outras escolas. Por isso estamos aqui”, disse.

O vereador Capitão Carpê mais uma vez também falou sobre o reajuste não ser digno para os professores. Além da instauração de uma CPI do Fundeb para investigar o que foi feito com o dinheiro.

“1,25% não é reajuste digno para a categoria que tanto sofre nas escolas para proporcionar uma melhor educação para nossos filhos. Esses 1,25% mostra a falta de respeito que o prefeito de Manaus e os vereadores que votarem a favor disso tem com a educação. Esse reajuste nem de longe atende a demanda que os professores precisam. Um aumento que chega a pouco mais de R$ 30. Já tem o projeto de lei para ser deliberado hoje com urgência, ou seja, isso significa que vai passar rápido pelas comissões e provalvelmente seja aprovado até hoje, por exemplo. Além da CPI do Fundeb que se faz necessária porque até hoje não sabemos com o que foi gasto esse valor. Temos a CPI do Fundeb que foi proposta pelo vereador Rodrigo Guedes e hoje nos ja temos algumas assinaturas”, explicou.

O vereador Rodrgio Guedes reforçou que o reajuste oferecido pelo prefeito David Almeida não repõe nem a inflação, sendo um total descaso com os profissionais da educação. Além disso, Guedes indica que vreadores que votarem a favor da PL, são subalternos de David.

“1,25% nem repõe a inflação e é uma imoralidade, total descaso, não só com professores, mas com a educação pública de Manaus. O mínimo era fazer a reposição da inflação. Nem isso está acontecendo. Precisa-se de ganhos reais, pelo menos um valor que significa a mais do que a inflação. Mas o prefeito está dando 2% a menos do que a inflação. Na prática, o professor da classe a, ou seja, que acabou de entrar na Semed, significa R$ 30. Queria saber se os políticos, se os deputados, senadores, aceitariam esse tipo de auemtno, acho que não. Então, peço que todos se manifestem e que o vereador que aceitar isso, não é vereador. Ele é apenas um funcionario do prefeito, subalterno, submisso e não está para representar a população e só as vontades do prefeito, do poder em um jogo de toma lá da cá. E sabemos muito bem os motivos”, disse.

Fonte: D24AM