VÍDEO: Dinheiro doado à ONG ‘Pai Resgatando Vidas’ era gasto com luxo e novinhas

Vídeo de um dos integrantes da ONG “Pai Resgatando Vidas” com novinha circula nas redes sociais.

Desde a deflagração da Operação “Pai tá OFF”, conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, uma teia de corrupção e desvio de verbas destinadas à caridade vem sendo exposta na capital, Manaus. A investigação mira integrantes da Organização Não Governamental (ONG) intitulada “Pai Resgatando Vidas”, cujo fundador, Cid Marcos Bastos, conhecido como “Pai Marcos”, foi detido na semana passada.

O escândalo ganhou novos contornos com a divulgação de vídeos comprometedores nas redes sociais revelando a baixaria que ocorria nos bastidores do Instituto. Um desses vídeos expõe cenas de conteúdo sexual envolvendo o suspeito João Vale, apelidado de “Budeu”, e uma jovem que possivelmente é menor de idade. Enquanto “Budeu” protagoniza os atos, uma terceira pessoa filma a cena, incitando-o a continuar.

João Vale da Silva Neto, mais conhecido como “Budeu”, emergiu como figura proeminente na operação, desempenhando um papel que remonta a um guarda-costas para Cid Marcos Bastos. Testemunhos indicam que ele recebia compensação financeira por suas atividades, muitas vezes agressivas, em prol do projeto da ONG.

Operação “Pai tá OFF”

A polícia prendeu na semana passada, Imecson Taveira Esmith Pantoja, 24 anos, e Tito Fabio Rocha Reis Maia, 29 anos, ambos integrantes do grupo. Cid Marcos Bastos Reis Maia, de 49 anos, líder da organização criminosa, e seu filho, Wilson Garcia Bastos Bisneto, 21 anos, também foram detidos. Estima-se que o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões entre os anos de 2019 e 2024.

O delegado Marcelo Martins, titular do 24° DIP, revelou que Imecson Taveira é filho adotivo de Cid Marcos, enquanto Tito Fábio é seu sobrinho. Este dado levanta preocupações sobre a natureza familiar da organização criminosa, evidenciando um nível de corrupção que vai além dos laços sanguíneos.

A PC disse que a quadrilha sacava grandes quantias em dinheiro e comprava bens para uso próprio, principalmente carros de luxo.

“Diante das provas reunidas, a Justiça decretou a prisão preventiva dos envolvidos, a busca e apreensão de bens e o sequestro de aproximadamente 30 veículos, 4 embarcações e 2 imóveis. Todos esses bens foram obtidos com recursos provenientes da organização criminosa”, detalhou Martins.

Também foram coletados diversos dados importantes, além de duas armas de fogo. Uma decisão judicial determinou o bloqueio das redes sociais utilizadas pela ONG, pois eram utilizadas com má-fé, ou seja, serviam para obter doações de pessoas de outros estados e países, como Bélgica, Alemanha, França e Irlanda, que doaram valores em euros para a organização.

Cid Marcos e Wilson, além dos outros membros foragidos, responderão por organização criminosa, estelionato, maus-tratos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Abuso sexual

Mulheres em situação de vulnerabilidade relataram terem sido vítimas de abuso sexual dentro da Organização Não Governamental (ONG) “Pai Resgatando Vidas”, em troca de comida e material de higiene pessoal.

De acordo com inquérito que investiga o Instituto Pai Resgatando Vidas, em um depoimento à polícia, uma mulher, que ficou quatro anos no instituto, afirmou que fazia sexo com Cid Marcos Bastos Reis Maia, que é o chefe da ONG, em troca de alimentação, roupas e produtos de higiene básica.

A mulher afirmou também que o suspeito mantinha relações sexuais com outras internas, todas vulneráveis por causa do vício em drogas, sem dinheiro e lugar para morar.

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