A revolta da categoria é motivada por um calote de três meses no pagamento do subsídio da passagem estudantil
Manaus – Trabalhadores do transporte alternativo, os populares ‘Amarelinhos’, realizaram uma paralisação nesta quinta-feira (2), na avenida Grande Circular, bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. A revolta da categoria é motivada por incentivos por parte do poder público, que foram anunciados em 2025 para a renovação de grande parte da frota.
O descaso da Prefeitura de Manaus com o transporte público culminou em uma manhã de caos no trânsito. Como sinal de protesto e indignação pela falta de incentivos, os manifestantes fecharam a via e incendiaram um micro-ônibus, obrigando o Corpo de Bombeiros a ser acionado às pressas para conter as chamas. No local, faixas com cobranças diretas estampavam o tom da manifestação.
Sullivan Santos, presidente do sindicato da categoria, subiu o tom contra o ex-prefeito, David Almeida, e afirmou que as manifestações vão continuar.
“Estamos reivindicando o direito da categoria do transporte complementar, em que o prefeito [ex] se comprometeu há dois anos, na campanha dele. A categoria o abraçou, e ele se acovardou com a categoria, prometeu dar R$ 40 mil e até hoje não cumpriu. Ele prometeu botar os ônibus na zona leste e zona norte e não cumpriu; isso é um descaso do poder público contra a categoria”, disse Sullivan.
Segundo a liderança, outros veículos poderão ser queimados em diferentes pontos de Manaus caso o atual prefeito de Manaus, Renato Júnior, continue ignorando as reivindicações dos trabalhadores, que alegam sufocamento financeiro.
A Polícia Militar precisou intervir para mediar o conflito e liberar a passagem de veículos em intervalos de um minuto. Apesar da interferência policial, um reflexo do nó no trânsito e do congestionamento afeta motoristas e trabalhadores que dependem da principal via da zona leste neste início de manhã. Até o momento, a Prefeitura de Manaus não se manifestou publicamente.
Em nota, a Prefeitura de Manaus disse que a manifestação se tratou de uma ação isolada de uma única cooperativa, mas admitiu que a administração municipal está com o subsídio da categoria atrasado e será pago após “cumprimento de critérios técnicos e administrativos. O subsídio referente às gratuidades estudantis segue em análise, após entrega da documentação pelas cooperativas nessa quarta-feira (1º)”, diz a nota.
*Matéria atualizada às 11h para adicionar nota da prefeitura.
