Após 11 dias de poluição intensa, Manaus apresenta qualidade do ar moderada

Monitoramento da UEA aponta redução na concentração de partículas poluentes nesta terça-feira (20), mas aulas presenciais e atividades ao ar livre continuam suspensas

Manaus (AM) – Após 11 dias de intensa fumaça provocada pelas queimadas, a qualidade do ar apresentou melhora em pontos monitorados de Manaus nesta terça-feira (20). Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), indicam que os índices de poluição atmosférica passaram a ser classificados como moderados em determinadas áreas da capital.

De acordo com o monitoramento, as concentrações de material particulado fino (PM2,5) variaram entre 33,1 e 49,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Os números representam uma redução em comparação aos registros dos últimos dias, quando a cidade enfrentou níveis elevados de poluição.

Apesar da melhora, os dados correspondem às estações de monitoramento e não refletem necessariamente a situação de todos os bairros de Manaus.

Manaus enfrentou dias de poluição intensa

Durante os últimos 11 dias, a capital amazonense registrou episódios de fumaça intensa, associados às queimadas no Amazonas e em estados vizinhos. A concentração de poluentes comprometeu a visibilidade em diferentes regiões da cidade e provocou alterações na rotina da população.

No fim de semana, Manaus chegou a aparecer entre as cidades com os piores índices de qualidade do ar do mundo, conforme informações divulgadas pela plataforma internacional IQAir.

A situação foi agravada pelas condições atmosféricas, que dificultaram a dispersão dos poluentes, favorecendo o acúmulo de partículas finas no ar.

A redução observada nesta terça-feira representa uma mudança em relação aos dias anteriores. Entretanto, a possibilidade de novas concentrações de fumaça mantém a necessidade de acompanhamento dos indicadores ambientais.

Aulas presenciais e atividades ao ar livre seguem suspensas

Mesmo com a melhora registrada pelo sistema Selva, as medidas preventivas de suspensão das aulas presenciais e de atividades ao ar livre permanecem em vigor, conforme as informações divulgadas até esta terça-feira.

A exposição prolongada à fumaça pode provocar irritação nos olhos, tosse, desconforto respiratório e agravamento de doenças preexistentes.

Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição atmosférica.

Monitoramento e cuidados com a saúde

O material particulado fino, conhecido como PM2,5, é formado por partículas microscópicas capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório. Sua presença em concentrações elevadas representa risco à saúde, especialmente durante períodos prolongados de exposição.

A orientação é reduzir a prática de exercícios físicos ao ar livre enquanto houver fumaça, acompanhar os boletins de qualidade do ar e procurar atendimento médico em caso de dificuldade para respirar ou agravamento de sintomas respiratórios.

O monitoramento realizado pelo sistema Selva permite acompanhar as condições atmosféricas em diferentes pontos de Manaus e identificar alterações na concentração de poluentes.

Embora os indicadores tenham apresentado melhora nesta terça-feira, a classificação moderada não significa ausência de riscos, principalmente para pessoas mais sensíveis à poluição.