Entorpecentes estavam escondidos em quatro pontos de uma área de mata na comunidade do Aracati, em Novo Airão. Dois estrangeiros fugiram durante a operação policial
Uma operação integrada das forças de segurança do Amazonas resultou na apreensão de mais de 1,3 tonelada de maconha do tipo skunk, avaliada em aproximadamente R$ 28 milhões, em um sítio localizado na comunidade do Aracati, no município de Novo Airão, no interior do estado. A droga estava distribuída em quatro esconderijos em uma área de mata. Dois estrangeiros suspeitos de envolvimento com o tráfico fugiram ao perceber a chegada dos policiais.
A apreensão ocorreu após investigações sobre a movimentação de entorpecentes na calha do Rio Negro. A ação contou com a participação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (SEAI), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da delegacia de Novo Airão e da Polícia Militar do Amazonas.
Durante coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Anézio Paiva, destacou a atuação conjunta das instituições e o uso de informações de inteligência para localizar o carregamento.
“Foi um trabalho da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, do Denarc e da Polícia Civil”, afirmou.
Segundo o secretário, a integração das forças policiais e o emprego de tecnologia são utilizados para identificar rotas do tráfico e retirar entorpecentes de circulação.
Droga estava escondida em quatro pontos de uma área de mata
De acordo com o delegado Rodrigo Torres, do Denarc, as investigações começaram após informações sobre a possível participação de estrangeiros no transporte e armazenamento de drogas pela região do Rio Negro.
Com o apoio dos policiais de Novo Airão e do setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública, os investigadores conseguiram identificar a localização do sítio utilizado para esconder os entorpecentes.
Durante as buscas, as equipes encontraram a carga dividida em quatro pontos da propriedade. Dois estrangeiros que estavam no local conseguiram fugir antes da abordagem policial.
A retirada dos entorpecentes exigiu aproximadamente 18 horas de trabalho, considerando as dificuldades de acesso à área de mata e o deslocamento da carga até Novo Airão e, posteriormente, para Manaus.
Apreensão representa prejuízo de R$ 28 milhões ao tráfico
O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, afirmou que a apreensão representa um prejuízo financeiro para organizações criminosas envolvidas no comércio ilegal de drogas.
Segundo ele, os recursos obtidos com o narcotráfico podem ser utilizados para financiar a compra de armamentos, a corrupção de agentes públicos e disputas por territórios.
“Quando nós conseguimos fazer uma apreensão dessa monta, nós não estamos apenas reprimindo essas organizações criminosas. Nós estamos fazendo um trabalho de prevenção social porque isso impede que eles consigam auferir lucro”, declarou.
O delegado-geral também ressaltou que a retirada dos entorpecentes de circulação impede que a carga seja comercializada e gere recursos para os grupos investigados.
Polícia investiga rota de distribuição para outros estados
As informações apresentadas durante a coletiva indicam que os entorpecentes teriam chegado à região por meio de transporte fluvial e seriam posteriormente encaminhados por rodovias.
Segundo os investigadores, parte das drogas transportadas até Manaus abastece o comércio ilegal na capital amazonense, enquanto outra parcela segue para diferentes estados brasileiros, incluindo Ceará e Paraíba.
A Polícia Civil apura se os suspeitos identificados durante a investigação integram uma organização criminosa com atuação em diferentes pontos da rota do Rio Negro.
Conforme o Denarc, esta foi a primeira operação direcionada especificamente ao grupo investigado.
As investigações continuam para identificar os responsáveis pelo armazenamento, transporte e distribuição da carga. A Polícia Civil informou que pretende solicitar medidas cautelares à Justiça nos próximos dias.
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que as operações integradas de combate ao narcotráfico terão continuidade, com foco na identificação de envolvidos e na interrupção das rotas utilizadas para o transporte de drogas no estado.
