Jacobo Bucaram foi detido em Guayaquil durante operação que resultou em cinco prisões no Equador e no Panamá; ex-presidente Abdalá Bucaram nega acusações contra o filho
Jacobo Bucaram, filho do ex-presidente do Equador Abdalá Bucaram, foi preso nesta quarta-feira (4), na cidade de Guayaquil, durante uma operação policial relacionada a investigações sobre tráfico internacional de drogas. A ação resultou na detenção de cinco pessoas no Equador e no Panamá, todas procuradas pelas autoridades dos Estados Unidos.
A prisão foi confirmada pelo ministro do Interior equatoriano, John Reimberg, que informou que três investigados foram detidos em Guayaquil e outros dois em território panamenho. Segundo ele, os suspeitos possuem Notificações Vermelhas da Interpol e são procurados por supostos crimes relacionados ao narcotráfico.
As autoridades equatorianas informaram que os detidos deverão enfrentar procedimentos de extradição para os Estados Unidos, onde são investigados. A transferência dependerá dos trâmites legais aplicáveis em cada país.
Em declaração pública, Reimberg afirmou que as operações contra pessoas procuradas internacionalmente continuarão sendo realizadas pelas forças de segurança.
“A mensagem é clara: não há privilégios, não há intocáveis e não há espaço para a impunidade. Sob a liderança do presidente Daniel Noboa, a Polícia Nacional e todo o Bloco de Segurança continuam agindo com firmeza. Quem tiver contas pendentes com a Justiça terá que responder”, declarou o ministro.
Ex-presidente contesta acusações e defende inocência do filho
Após a divulgação da prisão, o ex-presidente Abdalá Bucaram se manifestou nas redes sociais para defender Jacobo. Ele rejeitou as suspeitas de envolvimento do filho com o narcotráfico e afirmou que sua família estaria sendo alvo de perseguição.
Abdalá também mencionou episódios anteriores envolvendo acusações contra ele próprio. Segundo o ex-presidente, em 1986 foi acusado de ligação com o tráfico de drogas, mas posteriormente teria recebido um pedido de desculpas.
“A todos os miseráveis que acreditam nas infames acusações contra o meu filho Jacobito, armadas de má-fé e com ódio contra a minha família, saibam que de piores circunstâncias saímos”, escreveu.
O ex-chefe de Estado declarou confiar na Justiça norte-americana e afirmou acreditar que Jacobo conseguirá demonstrar sua inocência durante o processo.
“Os Bucaram sempre fomos uma família sã e honrada e agora isso vai ser comprovado”, acrescentou.
Operação internacional envolve cinco investigados
De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério do Interior do Equador, a operação ocorreu simultaneamente em dois países e teve como alvo pessoas procuradas pela Justiça dos Estados Unidos.
Três suspeitos foram localizados em Guayaquil, incluindo Jacobo Bucaram, enquanto outros dois foram detidos no Panamá. As autoridades não detalharam, nas informações apresentadas, as funções que cada investigado supostamente desempenharia nas atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
Os cinco possuem Notificações Vermelhas da Interpol, instrumento de cooperação policial internacional utilizado para localizar pessoas procuradas e solicitar sua detenção provisória, conforme a legislação de cada país.
A notificação, entretanto, não constitui uma ordem internacional de prisão nem representa comprovação de culpa.
Extradição dependerá de procedimentos judiciais
A eventual extradição de Jacobo Bucaram e dos demais investigados dependerá da análise das autoridades competentes e do cumprimento dos requisitos previstos nos acordos e nas legislações nacionais.
Até o momento, as suspeitas divulgadas contra o filho do ex-presidente não representam condenação judicial. A responsabilização criminal dependerá da apresentação e avaliação das provas no decorrer dos processos.
