Senador afirma que mudança precisa de transição organizada e que os dois dias de descanso não precisam ser aos sábados e domingos
Relator da PEC que prevê o fim da escala 6×1, o senador Omar Aziz (PSD-AM) defendeu uma transição organizada para a mudança na jornada de trabalho e rebateu os argumentos de que a medida poderia prejudicar a economia.
Em entrevista ao UOL News, Omar destacou a importância do diálogo com setores como comércio e serviços, que precisarão se adaptar às novas regras. Segundo ele, os dois dias de descanso semanais poderão ser distribuídos de acordo com a realidade de cada atividade.
“Ter dois dias de folga semanais não quer dizer que tenha que ser sábado e domingo. Pode ser segunda e terça, quarta e quinta, sexta e sábado… Não é uma regra ser sábado e domingo”, explicou.
O senador também afirmou que é preciso considerar as particularidades dos setores que funcionam durante toda a semana, defendendo um período de adaptação para empresas e trabalhadores.
Omar rebate temor de prejuízo econômico
Ao falar sobre os possíveis impactos econômicos, Omar lembrou que previsões semelhantes ocorreram quando a jornada semanal foi reduzida de 48 para 44 horas.
“Isso é histórico. Quando se reduziu [a jornada semanal] de 48 para 44 horas, diziam que o Brasil ia quebrar”, afirmou.
Para o senador, o debate sobre o fim da escala 6×1 deve considerar tanto os direitos dos trabalhadores quanto as necessidades dos setores produtivos.
A PEC segue em tramitação no Congresso e ainda será analisada pelas comissões antes de uma eventual votação em plenário. A proposta divide opiniões entre representantes dos trabalhadores e entidades do setor produtivo.
