Omar Aziz denuncia governo de Roberto Cidade por atas de R$ 184 milhões para compra de colchões e redes com valores acima do mercado

Senador vai acionar órgãos de controle e pedir a suspensão das atas; empresas citadas têm atividades distintas dos produtos registrados

O senador Omar Aziz anunciou que vai protocolar denúncia contra o Governo do Amazonas, comandado pelo governador tampão e candidato à reeleição Roberto Cidade (UP), no Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), na Polícia Federal e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM).

Nesta segunda-feira (24), o Governo do Amazonas homologou atas de registro de preços que somam mais de R$ 184 milhões para a aquisição de colchões e redes. Segundo Omar, as empresas vencedoras não teriam como atividade principal o fornecimento dos produtos.

“Um governo que não paga os profissionais de saúde, que não paga os fornecedores, está comprando quase R$ 200 milhões de duas empresas que não fornecem isso”, afirmou o senador.

A empresa R M Comércio de Peças Automotivas Ltda. teria registrado uma ata para o fornecimento de até 301.180 kits dormitório, com colchão e travesseiro, da marca Pelmex, ao valor de R$ 534 por unidade, totalizando cerca de R$ 160,8 milhões.

Já a empresa Comércio de Alimentos e Bebidas Rio Madeira Ltda. teria registrado uma ata para o fornecimento de até 300.410 redes de dormir, ao valor de R$ 78 cada, totalizando aproximadamente R$ 23,4 milhões.

Omar questionou ainda os valores registrados e afirmou que os recursos poderiam ser utilizados para outras áreas, como saúde e educação.

“Esse dinheiro era para pagar a merenda escolar que não chega para os alunos. Esse dinheiro era para pagar os médicos, os enfermeiros, os auxiliares de enfermagem”, declarou.

As duas atas foram assinadas pela vice-presidente do Centro de Serviços Compartilhados (CSC), Andrea Lasmar.

O senador afirmou que encaminhará a documentação aos órgãos de controle e pediu a suspensão das atas para que os procedimentos sejam investigados.

“Isso aqui é lesar o bolso do contribuinte e da população do meu Estado”, concluiu Omar.