MPE acusa coronel Muniz de usar Bombeiros para favorecer campanha de Roberto Cidade e Wilson Lima

Representação aponta uso de viaturas, militares fardados e operações oficiais em materiais de campanha de Roberto Cidade e Wilson Lima

O Ministério Público Eleitoral (MPE) no Amazonas pediu à Justiça Eleitoral a aplicação de multa de R$ 106.410 ao comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilson Muniz, por suposto uso da estrutura da corporação para favorecer as candidaturas de Roberto Cidade ao Governo do Amazonas e de Wilson Lima ao Senado durante a campanha eleitoral.

O pedido foi apresentado em 16 de outubro e assinado pelo procurador eleitoral auxiliar Galtiênio da Cruz Paulino. Segundo a representação, militares fardados, viaturas, operações de combate a incêndios florestais e instalações oficiais teriam sido utilizados em materiais de promoção eleitoral.

Entre os episódios citados pelo MPE estão publicações que associaram imagens de bombeiros combatendo incêndios em Iranduba à campanha de Roberto Cidade, registros da recepção do candidato na sede do Comando-Geral e imagens de bandeiras com os números eleitorais dos dois políticos. O órgão também apontou o compartilhamento de propaganda eleitoral em grupos de WhatsApp utilizados para organizar os serviços da corporação.

Na representação, o Ministério Público afirma que o uso de ações de combate a incêndios e de reuniões de planejamento estratégico em materiais de campanha teria comprometido a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

Além da aplicação da multa prevista na legislação eleitoral, o MPE pediu o encaminhamento do caso ao Comando-Geral dos Bombeiros para apuração disciplinar das condutas atribuídas a Orleilson Muniz e a uma militar identificada como capitã Maely. O órgão também solicitou o envio do processo ao Ministério Público do Amazonas para apuração de possível ato de improbidade administrativa.

O caso será analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Orleilson Muniz deverá ser citado para apresentar defesa. Em nota, o comandante informou que ainda não havia sido notificado sobre a representação.