A Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA) se prepara para o terceiro concerto da Série Amazônia, marcado para sexta-feira (23/10), às 20h, no Teatro ICBEU, em Manaus. Após a repercussão das apresentações anteriores, o projeto segue com a proposta de aproximar a música erudita das paisagens, tradições e manifestações culturais da região. A entrada será gratuita.
Sob a regência do maestro Rubens Cláudio, o programa inclui a Suíte Pulcinella, do compositor russo Igor Stravinsky, o poema sinfônico Uiara, do amazonense Timóteo Esteves, e a Suíte Florestal, de Alexandre Caldi, compositor carioca.
A obra de Stravinsky representa a vertente tradicional do repertório orquestral, enquanto a composição de Caldi explora ritmos associados à Amazônia, como o baque acreano, o lundu marajoara, o carimbó e o boi-bumbá.
No terceiro concerto, um dos destaques será a interpretação de Uiara. Além de compositor, Timóteo Esteves é violoncelista e chefe de naipe da própria OSA. Na apresentação, ele também participará como instrumentista de sua composição.
A Série Amazônia busca incentivar a criação de novas composições que tenham o território amazônico como inspiração. A iniciativa surgiu de uma pesquisa sobre a presença da região no repertório sinfônico e pretende estimular outros compositores a desenvolverem obras relacionadas à cultura local.
“O último compositor que escreveu sobre a Amazônia foi Villa-Lobos. Então, A Série Amazônia é, justamente, um resgate de novos compositores escrevendo sobre a Amazônia”, afirmou Rubens Cláudio.
Segundo o maestro Rubens Cláudio, a combinação entre obras do repertório universal e criações inspiradas na região é uma das características da série. A expectativa é que o público reconheça diferentes perspectivas musicais sobre a identidade amazônica.
“Será um concerto bem bonito, bem estruturado. Eu tenho certeza que o público vai gostar”, destacou o maestro
Série aposta em obras inéditas
O terceiro concerto dá continuidade a uma programação que busca ampliar a presença da Amazônia no repertório sinfônico. A iniciativa nasceu de uma pesquisa sobre como a região é representada na música de concerto e pretende incentivar compositores a desenvolverem trabalhos ligados à cultura e às histórias locais.
A meta do projeto é apresentar oito obras inéditas ao longo da série, contribuindo para a formação de um repertório dedicado às particularidades amazônicas.
No segundo concerto, a orquestra apresentou a Suíte Holberg, Op. 40, de Edvard Grieg, além do poema sinfônico Paxiúba, de João Marcos Palheta, e da Suíte Cartografias Amazônicas, de Cibelle Donza. As duas últimas composições eram inéditas. A apresentação também contou com o flautista Arley Raiol como solista.
Patrocínio e apoio cultural
A temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA) conta com Patrocínio Amazônia/Master da Manaus Airport, Patrocínio Rio Solimões da Bemol e Patrocínio Rio Negro da Samel.
A OSA conta também com o apoio cultural do Sistema Encontro das Águas, Fundação Rede Amazônica, CAUA, Museu da Amazônia (MUSA) e Hotel dos Frades, reforçando o compromisso de instituições públicas e privadas com o fortalecimento da cultura e da música de concerto na região amazônica.
A realização da Série Amazônia, da Orquestra Sinfônica da Amazônia, é uma ação conjunta da OSA com a Associação Amazônia de Produção, Organização e incentivos artísticos (Apoiar AM).
Orquestra Residente do ICBEU
A Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA) recebe o apoio cultural do ICBEU desde sua fundação, em 2024. A OSA é orquestra residente do Instituto Cultural Brasil–Estados Unidos (ICBEU), parceria que contribui para o fortalecimento e a difusão da música de concerto no Amazonas.
