Conselho Federal de Medicina afirma que profissionais estão há meses sem receber, critica a gestão estadual e garante respaldo jurídico caso a categoria decida paralisar as atividades.
A crise na saúde pública do Amazonas ganhou um novo capítulo após o Conselho Federal de Medicina (CFM) fazer duras críticas ao governo do governador Roberto Cidade (União Brasil) em relação aos pagamentos dos médicos da rede estadual.
Em pronunciamento oficial, conselheiros da entidade classificaram a situação como um “calote institucionalizado” e afirmaram que existem profissionais com pagamentos atrasados, enquanto o Estado discute novas contratações e reajustes.
O conselheiro federal Dr. Francisco Cardoso fez um apelo direto ao governador:
“Pô, Governador, se você não paga ninguém e quer botar a culpa no médico, por favor, pague os médicos do Amazonas.”
Segundo o CFM, não é aceitável que médicos que atuam diariamente nos hospitais, plantões e no atendimento à população convivam com insegurança e atrasos nos pagamentos. “Médico trabalha, médico atende, médico salva vidas e precisa receber pelo trabalho que presta”, afirmou a entidade.
O conselheiro federal Diogo Leite Sampaio também reforçou o posicionamento da entidade e afirmou que o CFM dará suporte aos médicos do Amazonas caso a categoria decida realizar uma paralisação. O Conselho garantiu apoio institucional e jurídico ao movimento, destacando que a greve é um direito constitucional, desde que sejam respeitadas as normas legais e éticas aplicáveis aos serviços essenciais.
A entidade cobra que o governo Roberto Cidade apresente um cronograma transparente para regularizar os pagamentos e alerta que, sem uma solução, a mobilização dos médicos poderá ser ampliada.
