A disputa política entre o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (29), desta vez tendo a saúde pública como centro da polêmica. O governador Roberto Cidade acusou a gestão municipal de utilizar a regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para provocar a superlotação do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto.
Segundo o governador, ambulâncias estariam sendo direcionadas de forma concentrada para a unidade estadual, enquanto outros hospitais permaneceriam com baixa demanda. Para Cidade, a estratégia teria como objetivo criar a imagem de um colapso na rede estadual de saúde em meio ao cenário político.
“É desumano usar pacientes para fazer disputa política”, afirmou o governador durante pronunciamento, ao denunciar o que classificou como uma manipulação da regulação de urgência.
Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Manaus não havia se manifestado sobre as acusações feitas pelo governador e pelo secretário de Saúde. O espaço permanece aberto para que a administração municipal apresente sua versão dos fatos.
