Denúncias de desligamentos coletivos de cerca de 80 pessoas na AADESAM apontam possíveis irregularidades no processo de demissão, incluindo suposta pressão para assinatura de documentos com datas retroativas e alegações de perseguição política. O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público do Trabalho.
Uma série de denúncias envolvendo demissões em massa de trabalhadores terceirizados da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) veio à tona nesta segunda-feira (6), levantando questionamentos sobre a condução dos desligamentos e seus possíveis desdobramentos em período eleitoral.
De acordo com relatos de ex-colaboradores, os contratos foram encerrados de forma repentina, sem aviso prévio e sem a apresentação de justificativas formais. Muitos afirmam atuar há anos em setores vinculados ao órgão e dizem que dependiam exclusivamente da remuneração para o sustento de suas famílias.
Outro ponto que chama a atenção nas denúncias é a suposta pressão para que os trabalhadores assinassem termos de rescisão com datas retroativas.
Segundo os relatos, a medida teria como objetivo registrar as demissões em período anterior às restrições impostas pela legislação eleitoral, hipótese que, se confirmada, poderá ser alvo de investigação pelos órgãos competentes.
As denúncias também citam o desligamento de servidores que atuavam na Secretaria de Estado da Assistência Social (SEAS) e que, segundo os denunciantes, seriam ligados politicamente à deputada estadual Alessandra Campêlo. Os ex-funcionários sustentam que as dispensas poderiam ter motivação política.
Até o momento, porém, a gestão estadual ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. Seguiremos acompanhamento os desdobramentos deste caso, que também já está sendo apurado pelo Ministério Público do Trabalho, onde cerca de 50 pessoas foram formalizar denuncia de irregularidades nesse processo de desligamento.
