Presidente dos Estados Unidos classificou o resultado eleitoral como uma “grande vergonha para o povo brasileiro” e afirmou que não pretende interferir na crise pós-eleitoral
ESTADOS UNIDOS – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que decidiu não apoiar publicamente nenhum candidato durante as eleições presidenciais brasileiras de 2026 após um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para seu quarto mandato.
A declaração foi feita a jornalistas enquanto Trump embarcava para participar de um comício na Carolina do Sul. Questionado sobre quem considera o legítimo vencedor da disputa presidencial no Brasil, o presidente americano evitou responder diretamente, mas criticou o processo eleitoral.
“Eu acompanhei a eleição, não tomei partido. Deixei acontecer. O presidente, o atual presidente, me pediu para não tomar partido. Eu não tomei partido, mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, foi algo que me deixou perplexo”, declarou Trump, conforme o relato divulgado.
O presidente americano também classificou a eleição como uma “grande vergonha para o povo brasileiro” e mencionou o comportamento do mercado financeiro como um dos fatores que, segundo ele, demonstrariam a gravidade da situação política brasileira.
“O mercado diz isso. Basta olhar para o mercado. O mercado deles [Brasil] despencou”, afirmou.
Trump descarta envolvimento na crise pós-eleitoral brasileira
Na quarta-feira (28), Trump afirmou que não pretende interferir nos desdobramentos políticos das eleições brasileiras. A declaração ocorreu após a chegada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos.
Flávio deixou o Brasil depois de ser derrotado por Lula no segundo turno da eleição presidencial. Segundo as informações divulgadas, Trump confirmou ter autorizado a entrada do parlamentar brasileiro em território americano.
Após chegar a Miami, o senador publicou uma carta na qual agradeceu ao presidente dos Estados Unidos e ao presidente da Argentina, Javier Milei.
Flávio Bolsonaro altera carta após se declarar presidente eleito
Em sua primeira manifestação pública depois de deixar o Brasil, Flávio Bolsonaro apresentou-se como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, apesar da derrota nas urnas.
Posteriormente, o parlamentar modificou o conteúdo da carta e retirou duas referências em que reivindicava a condição de presidente eleito.
Na versão atualizada, Flávio substituiu a expressão “presidente eleito” por “líder do Brasil” na abertura do documento. Em outro trecho, a afirmação “eu sou o presidente eleito” foi alterada para “eu sou o líder”.
As declarações de Trump e Flávio Bolsonaro ocorrem em meio às repercussões do resultado da eleição presidencial brasileira.
