Intensificadas ações de prevenção à saúde nas comunidades atingidas pelas chuvas na Zona Leste

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), está mobilizando diversos setores estratégicos para intensificar ações de prevenção na comunidade Santa Inês, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) emitiu um comunicado de risco, nesta segunda-feira, 13/3, com intuito de subsidiar a gestão e os profissionais de saúde no fortalecimento da vigilância epidemiológica na área, no controle sanitário e na vacinação dos moradores, entre outros pontos. “Esse alerta é um procedimento comum na secretaria para orientar toda a rede de atenção com informações oficiais sobre a situação, para apoiar as discussões na tomada de medidas de proteção e controle em situações de emergência em saúde pública. A previsão meteorológica indica continuidade das chuvas em Manaus, e precisamos estar com a rede de prontidão para os casos que forem necessários”, explica a secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe.

De acordo com a gerente do Cievs, Graziela Andrade, os alagamentos e deslizamentos de terra geram impactos sociais que influenciam diretamente a saúde pública, principalmente nos dias ou semanas seguintes ao evento principal. “As pessoas são expostas à água potencialmente contaminada, logo, elas estão mais propícias a desenvolver doenças de veiculação hídrica, como diarreia e leptospirose, por exemplo”, detalha. Conforme Graziela, os moradores atingidos também ficam mais expostos às doenças respiratórias, por conta da tendência de aglomeração em abrigos e nas casas onde eles foram acolhidos, de amigos ou familiares. O risco de acidente com animais peçonhentos também aumenta, pois esses animais tendem a fugir do alagamento e buscar locais mais limpos ou arejados, ou seja, mais perto do ser humano. “São diversas situações que podem oferecer risco à saúde pública em decorrência de um deslizamento de terra tão severo como este.  O objetivo principal do comunicado é preparar a rede de atenção à saúde, recomendando ações de planejamento, monitoramento, e respostas a essas possíveis doenças ou agravos que o ‘pós-crise’ pode nos apresentar”, observa a gerente.

Medidas

O Cievs recomenda a distribuição e orientação sobre uso do hipoclorito de sódio a 2,5%, composto utilizado para tornar a água potável. Além disso, deve ser intensificada a vigilância da qualidade da água, avaliando possíveis danos nos sistemas de abastecimento e a disponibilidade nos abrigos temporários.

A vigilância também deve ser fortalecida no controle de doenças transmissíveis, como doenças diarreicas agudas, leptospirose, hepatite. As doenças de transmissão respiratória, tétano acidental e doenças transmitidas por vetores. O comunicado aponta, ainda, para a intensificação das ações de imunização, que serão levadas aos abrigos e áreas afetadas, para identificar a necessidade de remanejamento de imunobiológicos, intensificar a vacinação contra a covid-19 e atualização do calendário básico vacinal das famílias afetadas.

“Outros agravos devem ter uma atenção especial, como pessoas com transtornos psicossociais, doenças crônicas descompensadas, acidentes com animais peçonhentos e não peçonhentos, acidentes como afogamento, choque elétrico, quedas, e vigilância da violência física e/ou sexual nos abrigos”, detalha Graziela.

Além disso, a Diretoria de Vigilância Sanitária (Visa Manaus) deve reforçar a inspeção dos estabelecimentos comerciais atingidos para avaliar as condições higiênico-sanitárias de armazenamento, preparação e conservação dos produtos, da mesma forma que deve ser feita nos abrigos, avaliando as instalações físicas e capacidade instalada.

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